sexta-feira, 16 de novembro de 2007


Se eu fosse Presidente

De Roberto, 10 anos de idade

"Os tanques serviriam de casa para os pequenos. Caixas de bombons cairiam do ceu. Os canhões disparariam balões. E as armas, flores. Todos os pequenos do mundo Dormiriam em paz
Sem
interrupções de alarmes e disparos. Os refugiados poderiam regressar às suas casas. E começaríamos de novo."

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Entre delírios e fantasias, o choro e a loucura.
mas Ele ainda é Deus.
Apesar das palavras mal medidas e do desespero incrédulo,
Ele ainda é Deus.
Incêndios, morte, inconformados, desesperançosos,
E Ele é Deus.
Mesmo se os céus caírem sobre nossas cabeças e duvidarmos do Seu poder e amor,
Ele vai continuar sendo meu grande Deus.
O único que é digno de receber a honra e a glória,
Aquele que nuncaa deixou de amar a raça humana nem desamparou o justo.
Quem sempre cumpre as promessas e realiza milagres:
O milagre da cura mas também o da transformação de caráter, da mudança de pensamento e a promessa do Paraíso.
E é esse o motivo de agradecimento eterno e paz infinita.

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”
Gálatas 2:20

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pra chorar.

Olha, a única coisa que sinto vontade de fazer é vomitar palavras, mastigar o dicionário e cuspir cada letra e fazer uma confusão, provocar um caos.
Não é do caos que vem a harmonia? Ora pois, se nas faxinas semanais, ou mensais (ou até mesmo anuais, vá saber...), não tiramos tudo do lugar pra depois pôr de volta?
O caos é necessário. Também é necessário o nojo, o repúdio, a teimosia.
Esmurrar pessoas invisíveis, dar chute em elementos inapalpáveis, gritar, grunir, urrar.
Os músculos do corpo inteiro parecem entrar pela primeira vez em conflito, mas é uma questão de tapas e beijos, amor e ódio, liberdade e escravidão. Eles querem se desprender de mim e se diluírem em qualquer solvente barato. Querem vida própria, democracia anatômica, fim à ditadura cerebral!
Mas é necessário.
No ímpeto de se compreender ou a um outro ser humano talvez devamos percorrer o caminho desde o início. Desfazermo-nos para logo depois as partículas que se agrupem e o sopro que sopre, e a paciência que perca a cabeça.
Quem sabe não há jeito menos dolorido? Quem sabe se existe mesmo dor?
Quero o prazer dos masoquistas e a compaixão da irmã Dulce.
Levantei dia desses sem lembrar que existia morte, mas na minha frente um caixão ocupado. Pele pálida, quase sem expressão, um leve sorriso, eu diria.
Prefiro pensar que era um sorriso de quem vai largar as amarguras e esquecer as agruras e ir pra Deus sabe onde. Pele enrugada, velha e cada dobra tem uma história.
Ponho o mundo pra fóra de mim nesse exato momento. Pra ver se amanhã acordo sem essa impressão de tê-lo carregado a noite toda.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Só mais um.

Parece que os traços realistas e naturalistas da literatura que tanto me é penoso estudar, por fim me influenciaram de tal modo as idéias que eu desisto de escrever antes mesmo de pensar em algo.
É que venho sofrendo de um pensamento: o que insiste em lembrar que nada disso é necessário.
Os papéis e as flores dos romances já murcharam há décadas, por mais que tenham lhe impressionado, livros sempre param no fundo de uma caixa empoeirada.
Então pra quê encaixar em uma sequência quase lógica de palavras bonitas e meio incomuns ao cotidiano um sentimento mais volátil que as próprias mentes que a irá processar?
Pra quê expor as dores, os amores, os medos, as dores de cotovelo enrustidas se alguém com certeza já fez isso e incomodamente melhor?
Desculpa mas, não venham cá atrás de revelações assustadoras sobre algum disfarce descoberto, ou uma conclusão estarrecedora como a futilidade do ser humano.
Meu egoísmo me permite fazer vítima quando for conveniente.
A argila de que fui feita me permite despedaçar,
eu posso me desfazer, derreter e ser moldada mais uma e outra vez.
E a lista de coisas sujas e sublimes do homem (cuja integralidade desconheço pelo bem do meu sono), me induz a pensar na hipocrisia.
E chego a outro extremo (que nada mais é que um misto sintetizado de teorias): para falar de assuntos pertencentes ao lado belo da vida, é preciso mentir que o lado mau não existe ou atenuar o impacto que ele causa initerruptamente nas nossas pobres almas. E vice-versa.
Mas lógico que é plenamente possível que falemos da beleza das coisas consideradas más.
Ou até mesmo, o que é mau pra um, é sinônimo de normalidade para outro.
Cabe à qualquer um mais desocupado, filosofar se o fato de algo ser normal o torna bom ou ruim.
Pra finalizar esse comentário disforme e sem propósito, o único julgamento cabível servirá para constatar se há nele algum fundo de verdade, ou se é tudo babaquisse. O que é bem mais provável.
Mas daí seria preciso nos precipitarmos para a teoria da relatividade ou qualquer outro fruto da tentativa arriscada de tentar entender 'gente'.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Menininha


Hoje lhe falam pra arrumar a bagunça das suas bonecas e trecos todos espalhados. Amanhã, menininha, vão lhe perguntar por quê tua vida tá assim, tão espalhada pelo nada, fora da caixa, , fora do eixo, fora da estrada, sem rumo...
Pra onde é que você vai nessa chuva, nesse frio, nesse perigo?
Vem pra dentro agora.
Carpe Diem só funciona lá no Hawaii. Senta aí que eu vou lhe ensinar uma coisa: A vida é dura, menininha, a vida é dura e o mundo é mau.
E os passarinhos morrem, as florzinhas são esmagadas, corações páram de bater o tempo todo. Tem gente que não tem mais vontade de respirar.

Então me dê a mão e vâmo atravessar mais uma rua em direção ao acaso. 'Há perigo na esquina.'
Vem, ouve essa música. Esquece a melodia, você pode ensurdecer.
Não solta minha mão que você é pequena e pode se perder por aí. Segura agora antes que fiquem suadas e escorregadias. Sabe, menininha, eu não vou estar aqui pra sempre, vai ter que aprender a levantar e lutar quando preciso. Só não esqueça que a vida é curta, a noite quando é triste, é longa e o dia quando tá sol, acaba cedo.
Encosta aqui e deixa eu contar um segredo: dizem que dinheiro é tudo, mas nada disso entra no céu, tá? Nem no Inferno, viu?
Você tá aqui só de passagem, mas nem por isso veio em vão.
Dê o melhor de si na Terra; ajude, ame, cuide, frutifique. Acredite na Palavra do Deus que lhe teceu no ventre da sua mãe e saiba que ele não pode mentir, nem deixar de lhe amar e nem de lhe perdoar.
Agora tá na hora de dormir. Bicho Papão não existe, nem Fada do Dente.
Mas não deixe de acreditar em Deus, em anjos e no Céu.
Boa noite menininha,
Ei! Pára com isso,
o mundo não merece essa sua lágrima de medo...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Bolhas



Carrega a bolha sensível e fugaz do meu coração contigo, meu bebê.
Você que não sabe que existe uma Gramática da Língua Portugesa, nem dicionários, nem prova de Português...
Você que não faz a mínima idéia do que significa ser 'culto'. Você nem liga pra Política, pra Bush ou pra minha cara inchada algum dia de manhã.

Corre, eu sei que se pudesse, corria a vida inteira pra pegar essa bolha que acaba de sair do teu brinquedo.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Hey Jude, don't be afraid.

“A definição de belo é fácil: é aquilo que desespera.”
Paul Valery

É desse desespero que falo.
O desespero de ver tantos seres e coisas lindas, ideais de felicidade inatingiveis, porém existentes em qualquer lugar guardado dos nossos olhos.
E ao mesmo tempo, o desespero de ver o que ninguém se dá ao trabalho de esconder: o fome que é feia, a dor que desfigura, a agonia.
Então me vejo entre esses dois pólos, talvez por ser uma cidadã privilegiada por ter tanto contato com as duas vertentes. Talvez por ser vítima da cilada da indiferença afinal, por quê me importaria?
Se John Lennon disse à Jude pra não carregar o mundo nas suas costas se começasse a doer, por que diabos eu não posso seguir com minha vidinha besta, meu Deus, de estudar, ter 'amigos', ter crise existencial, passar no vestibular e simplesmente não me matar? Já não está bom? Não é bom viver na média?
Então por que o incômodo causado por algum cisco de covardia?
Procuro o conceito da beleza, as respostas às inquietações, quero saber como atingir a felicidade e como fazer os outros entenderem que isso é simples. Porque deve ser simples, não é? Geralmente a gente quebra muito a cabeça tentando resolver coisas simples. E depois de desesperar, assim que nem eu hoje mais cedo, suspirar e dizer 'Ah, por que não pensei nisso desde o início?'.
Deve ser simples viver... na média.
Mas eu ainda preciso dos conceitos, preciso tirar 8 e preciso de outros olhos pra contemplar a imagem do meu espelho de um modo menos duro.

"A beleza já não é mais uma essência, uma característica objetiva, ou uma relação. Sua fundação está na resposta de nossos sentimentos, emoções, ou em nossas mentes.
[...]a beleza não é uma qualidade das coisas por si mesmas. Ela existe meramente na mente que as contempla, e cada mente percebe uma diferente beleza”.
Herbert Dieckmann

Traduzindo, a beleza está nos olhos de quem vê.

sábado, 18 de agosto de 2007

H. B.

Caminha pela casa depois de se assustar com a claridade que vem da janela. É manhã, mas é tarde.
Abre todas as janelas que ficam mais perto do sol. Ilumina.
Senta em um canto: nem claro, nem escuro; pra se esconder do mundo, pra lamentar as dez horas perdidas de um novo dia (eram 10:00 da manhã).
Deixa a vida entrar pelos pulmões. Respira o único e poderoso sopro do Criador nas narinas do boneco de barro.
Celebra ela e seus órgãos vitais, saudáveis, dançantes, incansáveis na função de lhe manter viva. Viva. Viva: como que tivesse escapado da morte certa. Ressucitado.
Escuta com carinho a primeira voz anciã que escuta no dia. Vem do telefone antes, mudo.
E vem a tia, e vão vir os pais, as irmãs, os parentes, os conhecidos, os amigos, mas não os vizinhos.
Os vizinhos não sabem o que aconteceu aqui hoje. Eles nem sabem seu nome. Não sabem se você é bicho, ou se é gente. Se ficou pra sempre feito barro ou se virou moça. Mas eles não tem que saber.
Ninguém vai saber o que aconteceu naquele sonho. Nem que foi o primeiro sonho juvenil vindo não sei de onde, nem a que propósito. (Isso partindo do pincípio existente ou não, de que sonhos tem propósitos e que vêm de alguma outra dimensão).
Um céu, um muro, um telhado, um degrau. Tudo está no seu devido lugar. É um dia comum, mas lindo. Dia de esquecer tudo que veio depois dos seus escondidos tempos de criança, e usufruir dos dias que hão de vir lhe visitar com um feiche de luz ou com pingos d'água. E talvez o vento grite em alguma meia noite de lua cheia.
Não importa, que venham os dias!.
Mas me faça um favor, só me faça o favor de estar viva.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Uma coisa

O mal da maioria é que a maioria sonha baixo.
Querem ter sucesso, querem ter uma família, querem curtir a vida, ganhar dinheiro, ter uma casa, comprar um carro, comer caviar.
Ah, faça-me o favor, voe mais alto.
Seja lembrado pelos atos e não pelas promessas,
pelas mudanças e não pelo diploma.
Seja humano, porque de ser humano, alguns só tem a raça.

'O que eu tenho pra dizer não faz diferença não,
Quando aborto é consequencia natural de ser mulher.
Cujo último centavo usou pra comprar loló.'

Por isso que meu blog agora parece tão sem sentido.
Tá certo que vou continuar falando de mim.
Mas quanto ao mundo, meus amigos,
Que eu lhe dê mais algumas horas.

domingo, 5 de agosto de 2007

up, up

The Cranberries - Livre Para Decidir

Nada vale mais do que isso de maneira nenhuma, eu viverei como eu escolhi ou eu não viverei de maneira nenhuma

Então retorne para de onde você veio, retorne para onde você mora
porque aborrecimento não é o meu forte, mas você o faz muito bem
eu sou livre para decidir, e eu não sou tão suicida apesar de tudo, não mesmo.
Você não deve ter mais nada o que fazer com seu tempo.
Há uma guerra na Rússia e em Sarajevo também
Então pro inferno com querer seu pensamento, e pro inferno com sua visão pequena.
Você é tão distraído quanto à realidade, você deveria deixar sua vida pra trás
eu sou livre para decidir, e eu não sou tão suicida apesar de tudo, não mesmo.



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crescer e fazer da minha vida algo de grande.

eu não preciso de muito mais que oxigênio.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

o nada.

é como se desde aquele dia eu andasse com um dos cadarços desamarrado.
não sabendo onde começa nem onde termina o texto.
mas, caso você não tenha notado, só tinha uma estrela no céu hoje.
pra mim, mais parecia que ela era a única do universo. e por isso, não sei lhe dizer como (já que não haviam nuvens), a natureza realizou o milagre de um pranto infundado. breve, mas sentido.
É, mesmo sem nuvens, o céu chorou. Logo, não era produto da condensação das águas do Oceano Atlântico. Eram lágrimas de verdade aquelas que o pára-brisa do coletivo jogava, sem pena, de um lado para o outro.

Não interessa se hoje é sexta ou se estamos em plena segunda-feira.
Eu, inerte em um espaço que não possui cometas, nem estrelas, nem plutões...
Consegue ouvir? Se não entende, é porque as gotas falam a língua do adeus, e vivem se despedindo: se despedem do céu, e quando vêm o Sol, se despedem da terra.
Séria bom ser assim, independente, desprendida, sem permitir que os 'adeuses' interferissem na minha função de refrescar os ombros quentes e cansados, regar as sementes mudas e as tagarelas. Ser resignada e paciente ao esperar minha vez de molhar seu telhado, limpar seu quintal, regar seu caqueiro, umedecer suas roupas que esperam o sol no varal, borrar o endereço das cartas que esperam por alguém, um dia. Enquanto minha vez não chega, vou caindo e me deixando cair ruidosamente nessa terra de ninguém.
Sou gota de luz, gota de orvalho.
Me desfaço e evaporo da vida de quem achar que é melhor assim.
Só molho quem gosta de banho de chuva, quem seca de desejo.
Molho a garganta de quem arde, embeba os panos comigo ainda quente e põe na testa pra ver se a febre passa. Pra ver se melhora. Então, eu sou remédio.
Repita seus erros, e no final do dia, vá se deitar pra esquecer que não é chuva nem remédio.
"Só não esqueça de amarrar esses cadarços logo", disse alguém.
Mas é só uma voz balbuciando qualquer coisa. Não pode ser comigo:
eu vivo de pés no chão, agora.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Brigando para que esteja livre
com o coração no estomago e um nó na garganta
ali sozinho, dentro um arrepio, mas porque ela não
está?
E são estranhos amores que nos fazem crescer e sorrir
entre lágrimas
Quantas páginas para escrever, sonhos livres para
dividir.

animal sentimental.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

error

aiin que saco, meu
postei o endereço errado,
é

movimentandomundo.blogspot.com

aiin que raiva ;//

segunda-feira, 23 de julho de 2007

ativismo já ;D


é uma causa justa.
a gente tem que lutar pela vida.
ajuda aí ;x
movimentandomundo.blogspot.com


.

domingo, 15 de julho de 2007

isto você nao pode apagar

eu sei que tenho andado te empurrando para longe, espantando, afugentando. mas é que você não pode mais ficar aqui.
se meu coração é seu? é sim, sim.
mas o coração agora se reduz à uma massa da medida da minha mão cerrada, pulsante e cheia de veias que me mantém viva. e que bombeia todo esse sangue que talvez até eu secaria por amor.
mas 'amor' é a palavra mais complexa e nojenta que conheço.
é como se fosse dinheiro: todo mundo usa, ou queria usar. é tido como tesouro. tem gente até que ama o dinheiro. mas todo tipo de mão o amassa, rasga, rabisca, estraga, suja.... suja.... suja....
assim é o amor; quanto mais você pensa na quantidade de gente imunda que já o tocou e desfigurou, mais nojo você tem, ou mais desejo, não sei.
mas, apesar do nojo, [eu já ia esquecer de mencionar] quem não precisa de dinheiro?

tem gente que gosta de pensar que amar tá na moda, e se todo mundo usa, então é porque é legal.
eu queria não chamar de 'amor' isso que sinto.
mas é inevitável. eu posso reiventar minha vida, meu quarto, minha mochila, mas não as palavras. eu até posso. mas com certeza o resultado seria desastroso demais, além do que ninguém entenderia. e eu quero muito que entendam.
não me julguem, por favor, se no seu caso, o amor for seu protegido. mas eu só sou uma pirralha ofendida, meio crescida, indecisa, maltrapilha e bobalina. que já teve piolho, catapora, calcinha meio velha, sapato furado, e zerou prova.
por isso eu me considero alguém.
quer dizer, por isso e porquê não sou invisível. e se o sou pra alguns, minhas palavras hão de sair da sombra um dia.
siiim, eu expliquei porque o amor é nojento, e isso não é nem de longe verdade absoluta (tem gente que até leva ele pra cama). mas, fantasias à parte, o amor é complexo.
duvido que o Romeu tinha o mesmo e gêmeo amor da Julieta.
ou que a chupeta ame tanto e tão intensamente o bebê como ele demonstra em prantos por causa da ausência da chupeta na sua abertura orbicular (ou seja, boca_aii que mongoou x_x)
e também, deve ser muito injusto amor do piu-piu com o frajola, que nunca lhe fez um elogio em troca do 'acho que vi um gatinho'.
e ainda, o amor que supostamente tenho por mim, não é, de jeito nenhum, correspondido pelo meu próprio corpo, a saber das múltiplas dores de tudo: das costas, da cólica, do pescoço, do dente.
fora o tanto de dor que ainda vou sentir daqui pra mais umas primaveras.
o amor que o pai sente pelo filho vagabundo que virou bandido, que abusa de criancinhas, que mal governa uma capital, que desvia imposto suado,
as mães que amam os filhos que fazem das orgias a sua vida, que batem nas suas esposas, que gastam o salário no bar da esquina...
se o amor não é complexo, ele é, no mínimo, injusto (vide os exemplos previamente citados).

levar teu sentimento em falso?
quem sou eu?
o segredo dos nossos sentimentos vamos todos levar pra o túmulo, e muitos nunca vão saber o tanto ou o pouco que os estimavamos.
ou então vamos leva-los pra o lugar extra dimensional que a gente vai quando o mundo explodir, e a gente não tiver tempo nem de piscar os olhos, nem de pedir perdão pelo pecados em que fomos concebidos.
tá. você venceu. 'nem tudo que eu falei eu sou capaz'.
perdão pelo tempo que lhe fiz perder. antes que o mundo acabe, hoje ou amanhã, me perdõe pelo tempo perdido. talvez faça falta.
só não leve à sério todas as minhas meias-verdades e verdades integrais que tento expor usando do meu direito de liberdade de expressão.
eu me expresso, eu me expremo, eu me torço; e se você quer deixar impresso tudo que foi sugado de mim, essa é a hora; de olhar na porta do guarda roupa pra ver se acha algum vestígio das palavras que conseguiram lhe falar ao coração um dia.
mas os dias vem e vão. os amores também (embora há quem acredite na sua imortalidade),
as rosas vermelhas que ninguém mandou, murcharam, e a vendedora voltou com elas nos braços, como que carregando o ninho onde dormia o amor que ninguém quis acordar.
me entenda. vou ter que fazer algo além de esperar você voltar no seu cavalo branco, com seu casaco azul que tinha um quadriculado no capuz,
e eu que amava tanto...










;isso ainda é um sacrifício, e você não entenderia,
de: sua garota estúpida.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Sem o que escrever, mas inspirado

então, tá.
deixa passar esse seu rock'n roll,
se não quiser deixar isso pra lá, então deixa.
depois de amaldiçoar a vida, declarar amor à dor, e sofrer, sofrer... só depois volte aqui que abro meus braços pra seu frio passar.
não sabe como a vida é linda?
a dor sai no sangue, mas também sai no sorriso, sai no carinho, no suor, no delírio.
delira comigo.
me deixe segurar sua mão suada, deixa eu segurar seu fôlego raro, sua voz muda, essa lágrima nervosa nos seus olhos.
ei cara, existem lugares dentro de mim que são quase de ferro.
foi o tempo,
aprendi a matar todo ontem que foi ruim. mas às vezes páro em um dia qualquer, um dia escuro, era uma noite.
saturno te confundiu? os anéis brilhavam, e eles só olhando, olhando, se desligando...
larga tudo que lhe faz mal. larga os demônios, vem pro paraíso.
vem pra perto, distância não existe, nós também não.
então, depois daquele rock'n roll, me chama.
se ainda quiser estar bem.
é só um sonho... e sonhos não vem por acaso.
agora que fechou os olhos, não fuja.
não vou deixar você me deixar

sexta-feira, 6 de julho de 2007

zzz...

hoje eu vou morrer com o sol. juro. enquanto hoje não acaba, vai ser contagem regressiva. até o por-do-sol.
foi justo no por-do-sol que paramos. que eu parei. e é onde fiquei presa.
don't disturb me agora. saia daqui com seu telefone celular, sua ligação fora de hora, seu tom de voz forçado.
nada me parece natural. não o suficiente pra me convencer.
saia daqui com seus secadores, suas histórias, seu ego inflado, suas dores fingidas, sua máscara.
[...]
{meia hora depois...}

_ah, eu não tô com um pingo de força pra expremer meu cérebro e obrigá-lo a pensa rem algo interessante ;~
ontem foi legal apesar de ter sido a última pessoa a assistir shrek 3, eu assisti. uma tristeza de filme pirata (não me prendam, por favor, eu tenho uma vida inteira de filmes piratas pra assistir). dá até pra ouvir o povo no cinema rindo , arrotando, conversando e atrapalhando o indivíduo que levou a câmera pra filmar o filme (trabalhador muito honesto e sério ele, só pode).

[...]
{outra meia hora depois...}

dentro de casa faz tão frio! uma corrente de ar gelada circula por aqui sem dar sossego. ;x

[...]
{não sei quanto tempo depois}


que vergonha para a honra de uma mulher (táá, bem menos, dani... 'mocinha') estar em falta de perfume.
o adjetivo que sempre acompanhou a imagem feminina foi o seu perfume distinto.
vai ver os poetas estavam falando do odor natural que o corpo exala, sei lá (o odor agradável, por favor, não me entendam mal).
então enquanto uma alma compadecida não me compra um perfume (ou inventa uma nova fragrância, que tal?), eu vou ter que passar a contar com meus hormônios, o desodorante, e a sedução feminina(que por acaso, não entendo absolutamente nada disso).
não me discriminem só porque não deixo rastros perfumados em cada esquina; mas eu ainda pretendo descobrir em mim a tal da 'beleza interior' que dispensa cosméticos de qualquer sorte.
se papai do céu mandou eu ser uma menininha, então que seja uma menininha legal, pra Ele ter muito orgulho de mim ;D

aieouoaiwueoiwue, que palhaçada esse post.
;x

quinta-feira, 5 de julho de 2007

bill falou:

-a vida não é facil. acostume-se com isso.

-o mundo não está preocupado com sua auto-estima. o mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele antes de sentir-se bem com você mesmo.

-você não ganhará US$ 20.000 por mês assim que sair da escola. você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

-se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. ele não terá pena de você

-vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não abaixo da sua posição social. seus avós têm uma palavra diferente pra isso: eles chamar de oportunidade.

-se você fracassar, não é culpa de seus pais. então não lamente seus erros, aprenda com eles.

-antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

-sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances até acertar. isto não se parece absolutamente nada na vida real. se pisar na bola, está despedido. rua! faça certo da primeira vez.

-a vida não é dividida em semestres. você não terá sempre os veroes livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

-televisão não é vida real. na vida real, as pessoas tem que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

-seja legal com os CDF's (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). existe uma grande proprabilidade de você vir a trabalhar para um deles.

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okay, bill.
você é O CARA.

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saudade de quando eu era sua garotinha.









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segunda-feira, 2 de julho de 2007

crisis

clarisse, me desculpe, mas eu não vou ler você.
pessoas que me acham legal, meus pêsames, que eu tô muito metida à merdinha, mandona, chata e insuportável.
há um momento eu era o ser humano mais doce da face da Terra. pretendia ser a mais madurazinha, felizinha e resolvida garotinha.
mas ele não quer mais saber de mim.
'tadinha dela, ainda tá encanada, ô dó' _ deve ser o que pensa. repito: pensa.
eu precisava ir lá no pc agora e ler todos aqueles textos que eu separei que talvez me pusessem no lugar de novo. eu queria me recompor logo. mas não, uns gritos, umas rebeldias, e é danii quem paga o pato e vai ter que se virar sozinha mesmo no seu quarto que parecia ser até legal, mas que agora tá mais pra, sei lá que. esconderijo...
será que eu devo passar a limpo todos aquelas cartinhas? mas só de reler alguma coisa que eu escrevo me dá náuseas. pra mim é como se fosse a coisa mais entediante da vida. olhando assim até parece que sou escritora famosa e tudo. cheia de pompas e frescuras. mas se eu fosse pensar na superestimação que os homens tem de si mesmos, isso aqui viraria uma loucura. até porque me stressa pensar no assunto.
será que ele vai vir aqui amanhã? será que alguém vai vir aqui me ver? baah. hoje eu me senti como um lixinho de salão de beleza com umas histórias aí. tão mau compreendida... castigo de tentar explicar demais as coisas. ah, como eu odeio ;/
não que eu importe com as aparências, mas é que eu queria alguém just like you aqui ;x só um pouquinho, já que ele nunca me fez cafuné.
ah, que solidão .
um imã nunca pode ficar sem uma geladeira. pelo menos não devia. poxa, eu sou uma imã até simpática, sua geladeira é tão fria... que frio!
o mundo girando e nossos corpos no ritmo daquele xote. ' é a nossa musica'. de olhos fechados deixo voce levar meu corpo pra qualquer canto do salão. meu corpo que escondia uma mágoa e um arranhão. mas eu não vou mais contar minha vida pra ninguem. os fofoqueiros e sem-mais-o-que-fazer-da-vida nunca mais vão saber de mim, do porque da minha cara carrancuda, do ódio escorrendo no suor frio das mãos trêmulas.
'ela é só uma rebelde sem causa' _ um brega tagarelo.
a menina que ontem suspirava na madrugada se amando, amando o frio, a noite, o silêncio...
que chatisse pensar em voltar pra escola, pra minha vida cômoda, com voz cômoda, meus passos e cadarços previsíveis de mais. ai, como tudo é pequeno" todo dia de noite o medo cômodo da tarefa que não ficou pronta, da prova impossível de passar e de pescar. é, tô sentindo até agora os sintomas da prova de quimica, depois de mais de uma semana. nossa, como quimica me faz mal! amanhã não tem aula, e eu com medo da prova que eu já fiz, do zero que eu já tirei e da recuperação que com ceretza vou fazer.
ô. por que eu tô aqui parada? tem tantos assuntos importantes no mundo, o caos, o caos, o urso polar que morreu ontem no fantástico, o gelo derretendo, o calor, o calor. nossa, como eu odeio o calor!
o mundo vai acabar.
é um egoísmo pensar em ser mãe



-hoje é segunda e eu com medo de só acordar na sexta..

vai

vai todo mundo vai embora um dia vai; todo mundo vai embora um dia vem; todo mundo acha que não vai voltar, mas volta
ainda que estranho o seu sonho, todo mundo atravessa um oceano pra tentar a vida lá do outro lado. leva um coração partido apaixonado
todo mundo diz que se arrependeu, que aquele amor será pra sempre seu
mas a nossa vida continua agora; cada um tem seu lugar guardado na história
ninguém ganha nada sem perder na história
não volte por medo de sofrer
tempos e ventos e noites e tardes passando de gente partindo de gente chegando;
na vida da gente não falta saudade e tudo que simbolize a paz

deixe espalhado em sua casa violetas, flores e perfumes
assim o nosso amor se manterá intacto
ninguém ganha nada sem perder, se manterá intacto
fico aqui torcendo por você

sábado, 30 de junho de 2007

remédio pro espirito

as pessoas só esperam uma cara amigável.
um sorriso no rosto, uma coisinha engraçada.
elas não são exigentes não.
se cada um tem problemas e sempre existe um caso pior que o seu, então pra que se preocupar?
tudo bem que essas regrinhas básicas não sirvam de princípio pra todo mundo, até porque sempre existem aquelas pessaos que definitivamente não deveriam ter sido chocadas na mesma dimensão de tempo e espaço que você, mas se a gente parasse de tentar entender a mente do outro e apenas trocar algumas palavras com ele, seria suficiente pra poupar milhares de hipóteses e julgamentos errados sobre ele.
quer dizer, lógico que existe a parte boa de você não conhecer alguma figura, porquê você pode fantasiar mil e uma viagens sobre a vida do indivíduo, e coisa e tal... mas que seja uma coisa saudável [okei, como se fosse muito construtivo ficar imaginando se a pessoa era hermafrodita_ porque hoje essas 'coisas' são cortadas quando os bebês nascem_; ou se ela teve algum trauma realmente estranho como ter passado por uma cirurgia de remoção de objetos estranhos das partes profundas e misteriosas do corpo humano, tipo os fundilhos o.o].
olha aí, um primeiro assunto pra conversa de vocês.
auweiuaowie não não, mentira.
mas descobrir que o outro existe e você ia morrer sem saber disso se a vida não o colocasse em seu caminho [óó que descobrida ;x], aah isso é muito renovante.
faz bem pro humor, faz bem pra aquela coisinha vermelha que a gente tem do lado esquerdo do peito... faz bem pras rugas xD

eu sei que hoje me superei falando de coisas que parecem bastante óbvias, tipo se relacionar com os outros mundos de outros terráqueos que te cercam por todo canto.
mas, se é algo que contagia e aquece...

-...que venham as obvidades da vida.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

que triste

eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
eu preciso ser uma boa menina eu preciso ser uma boa menina
__________________________________________________________________

eu juro pra você que eu sou legal.
não faz assim comigo. é de cortar o coração ;/
não faz isso não, eu sou legal, eu juro que vou me comportar.
nunca mais eu chingo ninguém ;~
me abraça ;/

all star 38

tá, esse texto eu fiz quando tinha uns 11 anos, por aí.
então nem me venham com criticas que nem 'nossa, como está infantil isso aqui'
e muito menos 'ê dani, era pra voce escrever um texto ontem de noite';~
aah, desculpa mas...
leiam isso aqui mesmo ;D

minha história de solidão


lá estava eu. sozinho na vitrine. um modelo comum, fora de moda, mas nem por isso deixava de ser inteligente. mas um sapato inteligente que tinha sentimentos. um sapato xadrez, all star, abandonado, sem um pé pra ser meu companheiro, sem aventuras, na minha vidinha pacata, calma e tediosa.
cada vez que alguém entrava naquela loja na qual estava eu sempre ali, esperançoso, eu ficava a implorar que me levassem. mas eu não tenho boca, nem olhos para passar minha angústia. apenas um coração. que batia mais e mais forte quando se proximavam aquelas vozinhas todas alegres escolhendo este ou aquele lançamento de tênis. mas eu... nunca era escolhido.
mas houve um dia _ dia este que apesar de tudo, nunca irei esquecer_ que chegou um garoto simpático, que depois de dar uma olhada em todos aqueles sapatos importados, tênis com incrementos e conforto, veio em minha direção.
ah! mas eu fiquei tão feliz, tão emocionado que, parecia que iria desmaiar quando ele apontou pra mim ao vendedor dizendo: ' eu quero aquele! aquele!'
o número daquele garoto de 13 anos era 38. o mesmo número que estava escrito na minha poupança (tá, eu fiz uma intervençãozinha no texto original ;x). então, o vendedor me pegou e calçou no garoto.
que sensação boa! que aconchegante!(aai como eu era mongool ;x era??!) o garoto concordou em me levar, e saiu da loja todo contente me calçando.

agora era só esperar pelas aventuras, pelos novos amigos e emoções. era o melhor sentimento do mundo... até ele começar a chutar aquelas pedras... aah como doíam! e ele fazia isso todo dia que voltava da escola.
eu não me lembrava de ficar tão dolorido e tão machucado na loja.
mas, isso eu posso perdoar. afinal, agora não estou mais sozinho nem triste.
como tudo passa, os dias foram indo embóra. semanas, meses... eu naquele skate, naquela caminhada, na escola, no bosque...
e aqui estou eu. sozinho, no canto do quarto. um modelo comum, fora de moda, mas nem por isso deixava de ser inteligente. mas um sapato inteligente que tinha sentimentos.
;~
é... parece que vim parar na mesma vida do tempo da vitrine...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

não iriam ler

antes que o contato com meu mundo normal e comum estrague meu impressionismo, antes que eu me esqueça, eu preciso falar.
não sei mesmo como começar a falar de guerra. um assunto um tanto quanto estudado e discutido...
guerra.
sensacionalista ou não, lá vamos nós.
esqueci metade das coisas que tinha pra falar depois que assisti um documentário que se tratava da obsessão de alguns mulçumanos radicais; e toda vez que eu tenho contato com esse tipo de informações, eu percebo que esse mundo aqui está por um fio.
imagino que, assim como eu, qualquer outro que se deparasse com aquele bombardeio de frases soltas e de efeito [muito efeito por sinal, pena que não muito duradouro], no momento seguinte, quando a cabeça esfriasse e os nervos perdessem a tensão, todo o choque provocado pela realidade nua e crua e amarga do mundo sararia.
o choque sara, mas o mundo está realmente necrosando.
os radicais [por exemplo os responsáveis pelos ataques de 11/09, atentatos em madrid, russia, etc] são mulçumanos que acreditam que quem não crer cegamente na sua religião deve morrer.
educam seus filhos a morrer por Alá, diferente da maioria de nós que pelo menos já ouvimos falar em viver por Deus, amar a vida, coisas que soam normais aos nossos ouvidos.
então a vitória está na morte, e podia ser sua irmã ou sua prima aquela menininha no programa de tv que nem o da xuxa, repetindo que quer ser uma guerreira suicida para ajudar a acabar com os judeus.
assim como todo mundo sabe o que é pular corda, lá os pequenos conhecem muito bem os revolveres e metralhadoras que mantém vivo o seu ódio. puro ódio. aquele povo é movido a ódio.
e a questão é que eles dão suas vidas para que o islã domine o mundo e para impedir que os EUA o faça
de fato, a cultura americana está indiscutivelmente inserida nas nossas vidas, mas nós ainda temos a opção de não ceder, ou no minimo, evitar isto.
a linha de raciocinio desses radicais é a mesma dos nazistas: eliminar quem for contra.
os filmes infantis, histórinhas e contos que ouvimos ao longo das nossas vidas nos dá uma doce ilusão de que o mal, depois de vencido, simplesmente desaparece ou se torna bonzinho. estamos sendo de maneira terrivel enganados, porque na história da humanidade o mal nunca nos deixa em paz.
um belzebu qualquer deve ter encarnado hitler e mesmo depois das guerras mundiais, ele vem tomando espaço nas almas de mais gente do que os pobres de nós imaginamos.
a guerra deles é contra o ocidente. não imaginamos o tamanho deste ódio.
sinceramente, eu não sei o que fazer.
sempre a vida inventa de nos revelar mais um problema, mais uma dor de cabeça que nos anestesia e nem incomoda mais; e agora eles estão lá sonhando em conquistar o mundo na base do sangue e da morte e movendo céus e terras para conseguir isso.
e nós? civilizados ocidentais estamos aqui nos preocupando com o que a vizinha vai falar se eu fizer isto ou aquilo com o cabelo. gritamos, choramos, esperniamos, reclamamos, só por experimentar essas emoções que nem sabemos quando usá-las.
na hora de uma dor de verdade, por um motivo de verdade.
e nos reduzimos a perseguidores de pneus ou falta de curvas no corpo.
eles são obsecados pelo que foram ensinados desde pequenos. os pequenos deles estão crescendo agora, e fazendo estragos.
e quanto aos nossos ideais? pelo que lutamos? pelo que daríamos nosso sangue colocando bombas ao redor de nossos umbigos?
o que tem valor? o que podemos fazer...

interrogações. e uma mente de menina confusa e intrigada o suficiente por ainda estar aqui. paralisada. 'por um instante sem nenhum mundo no coração'

terça-feira, 26 de junho de 2007

arrisco

caramba, eu descobri que os celulares e secadores da vida não foram feitos pra mim ;~
por mais dependente deles que eu seja, nenhum sobrevive muito tempo nas minhas mãos.
grande revelação essa depois de analisar cuidadosamente cada episódio da minha vida que influiu na morte ou deficiência desses objetos que para a maioria dos seres são inofensivos e fáceis de lidar ;x

-a primeira vítima foi um celular que tava com minha irmã na lan house, e ela esqueceu do desprevinido e inocente aparelhinho e veio ficar conversando comigo; quando a gente tava indo embóra, cadê o cel?
sim, vamos concordar que, se eu não estivesse com ela, não teria porque deslocar da sua cadeirinha e vir conversar comigo e esquecer o celular que foi, possivelmente, (ou com certezalmente), vitima de furto.

-a segunda vítima (ou segundo vitimo), foi um outro celular que caiu tanto e tanto no chão que parou de funcionar ;~ não teve reza braba que ressucitasse o falecido ;/

-o ultimo foi o cel da minha mãe que tava no meu colo, mas eu esqueci desse detalhe quando desci do carro, daí ele caiu no chão mas eu nem liguei as coisas de inteligente que eu sou. papai arrastou o carro, e eu tomei meu rumo e ficou por isso mesmo. mais ou menos 40 minutos depois eu lembrei que aquele baque era o celular que caiu no chão, ou seja, mais uma fonte de lucro para os chefões do tráfico negro de celulares da feirinha do rolo da cidade.
até tive esperança que o celular tivesse caido dentro do carro: virei tudo de cabeça pra baixo, e nada ;/

sim, eu disse que eram celulares e secadores de cabelo, né?
pois bem, pra resumir, todo secador quando tem que queimar e entrar em coma profundo, obrigatoriamente tem que estar na minha mão em pleno uso de suas funções. isso não antes de me dar um choque ao meter o dedo na tomada ao invés de por o secador na tomada , é lógico. (quem nunca fez isto?)

então, passarei a usar o poder da mente para me comunicar ao invés de fazer uso de um artificio tão superficial e comum quanto um celular.
e quanto a secar os cabelos... eu sempre vou encontrar uma tia legal com um de reserva pra me emprestar o/

- o que o titulo tem a ver com o texto?
sei lá.
arriscar é um verbo tão emocionante.
é o que eu bem sei fazer[...]



.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

hope

é incrível como uma simples mortal pode julgar que, nesse exato momento, está em plena harmonia com os outros seres e coisas e coisos deste universo e do paralelo a este.
é incrível sentir essa força que impulsiona meu sangue e faz jorrar vida através de movimentos imperceptíveis do meu corpo.
e no minuto seguinte talvez isso se torne uma mentira. uma mentira sincera. mas ainda assim, uma mentira.
está relatada aqui pra quem quiser ser enganado: o mundo é um lugar encantado.
e deixe-me escrever isso logo com pressa, antes que meus modos desastrados e impulsos dementes destruam o sentimento de peça de dama de honra nesse jogo de nenhum vencedor.
e essa brisa agora tá indo embora.
tava só de passagem.
mas tudo que é bom vale muito nessa vida.
tudo que acalente, que doma, que cura, que cicatriza.
vale muito, e não custa nada.
não custa nada fazer pequenas coisas valerem a pena.
não custa nada ser gente.
e gente decente.

domingo, 24 de junho de 2007

lenine

a onda ainda quebra na praia, espumas se misturam com o vento.
no dia em que você foi embora eu fiquei sentindo saudades do que não foi; lembrando até do que não vivi pensando nós dois.
eu lembro a concha em seu ouvido, trazendo o barulho do mar na areia.
no dia em que você foi embora, eu fiquei sozinho olhando o sol morrer por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois
os edifícios abandonados, as estradas sem ninguém, óleo queimado, as vigas na areia, a lua nascendo por entre os fios do teus cabelos, por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas.
pois no dia em que você foi embora, eu fiquei sozinha no mundo, sem ter ninguém, a última garota no dia em que o sol morreu.

___________

pra não dizer que eu não falei sobre isto, já falaram sobre isto por mim.


sexta-feira, 22 de junho de 2007

testam os nervos

os gritos são de ódio, os barulhos, portas.
quanto tempo isso vai resistir?
até quando eu vou conseguir ficar inconsciente?
inconsciente...[?]
os gritos são de rancores de outros tempos, mentiras encubadas, mentiras.
hipocrisia.
até quando esse sonho?
estão para testar os meus limites, pra ver até onde minha lógica é lógica, minha sanidade é sã.
não garanto nada.
hoje meu dia foi maluco, meu amigo.
bandeirolas chorando, um inseto morrendo. mãos dadas, frases de afeto.
o mundo acabando, o mundo recomeça de uma gargalhada.
riem das desgraças, riem da podridão, e acham que rindo as coisas se amenizam.
mas ninguem sabe exatamente o que fazer.
ele gritam, gritam.
ela diz que não chora mais, não chora.
mas é um mar e não um rio que quebram a barragem dos seus desejos.
então lá se vão as promessas, os anseios, os pedidos, os orgulhos, os arrependimentos.
ser humano não tem sangue de barata, e todo mundo é ser humano.


-ainda.

que meigo

que lindo que eu ganhei o/:

E ISSO É TUDO

Amo-te e ninguém poderá dizer ao contrário,
Pois o meu Amor por ti é único,
E vai muito além daquilo que podemos
Enxergar através dos olhos materiais,
O meu Amor por ti...
É simplesmente visto pelos olhos do coração,
Da alma...

Te amo muito e jamais poderei me enganar,
Pois já não há como enganar-me,
Simplesmente te amo e te quero.
Assim como sei que
Você também me ama,

Atingimos a plenitude do Amor
Quando estamos juntos,
E quando nos olhamos
E quando nos beijamos e enfim...

Nos amamos...

Te Amo e isso é tudo...

domingo, 17 de junho de 2007

dia de morte

Glauce, a vida foi-lhe ingrata, Deus lhe foi misericordioso. descanse em paz, adorável senhora.
vê? Ele não lhe deixou.
agora és anjo...

a música preferida dela:
"oh, como é grande e doce a promessa do Salvador, Jesus, nosso Rei" ao que confia na sua graça Ele diz: "Nunca te deixarei"

oh, não temas, oh não temas, pois eu contigo sempre serei
oh, não temas, oh não temas, pois eu nunca te deixarei

eu sou teu Deus e, para livrar-te, sempre contigo eu estarei; não temas pois porque bem seguro eu pela mão te conduzirei.
para remir-te dei o meu sangue, pelo teu nome eu te chamei; meu para sempre tu és agora; crê pois, que nunca te deixarei.
eras indigno, mas escolhi-te; não temas, pois eu muito te amei; quem dos meus braços pode arrancar-te? sempre seguro te guardarei



-você agora está segura, pra sempre ;*

.

tarde cai

meu coração pressiona minha mente, mas minha razão não quer obedecer.
seria fácil de mais acrescentar mais umas poucas palavras ao meu discurso que perdura até amanhã. porque amanhã vai expirar.
meu desejo de hoje é que amanhã minhas palavras expirem, mesmo que eu não esteja diante de nenhuma estrela cadente, nem velas de aniversário, gênios ou duendes mentais.
não têm nenhum mágico aqui, somos todos tão despreparados... não nos ensinaram a ser autênticos mas o somos de vez enquando. (pelo menos tentamos).
e seguimos passando por cima de tantas convenções. vencendo umas, curvando-nos em frente a tantas outras.
alguma delas tem que ser verdade.
em algum lugar deve haver verdade.
em algum olhar tímido, em algum gesto ensaiado, alguma frase muda.
eu prometo que quando eu estiver em paz, lhe darei um pouco dela. serei eu pra você ver que não sou tão mal assim. nem tão má. ou você vai ver que não sou nada,
pode ser que você se sinta bem assim ao descobrir mãos mais desastradas que as suas. uma aparência de alma mais destorcida. uma ferida mais profunda.
tudo bem que você precise me repetir toda aquela velha música que andava nas paradas pra poder se expressar. tudo bem que você não me repita nada e acredite mesmo que tudo já foi dito. tudo bem que eu não entenda, e que você precise só de um lugar seguro e longe pra ficar um tempo. e saia dando gargalhadas que soem mais alto mas que não tem força maior que o teu pranto engasgado que te sacia a sede.
tudo bem.
e eu vou lhe repetir isto até ficar com náuseas.
até o sangue ferver sua calma rara, até você não conseguir mais pronunciar guadalajara, mas vai estar tudo bem.
até debaixo de vaias, tudo bem.
uma menina se escondendo debaixo de cobertores cor-de-sonhos rajados de terror cantando: 'vai ficar tudo bem'.
viu? é só uma voz inconsciente, nada demais.
nada de difícil. não é difícil de se dizer.




-

sábado, 16 de junho de 2007

outro dia

eu não quero ocupar a sua frente; quero que você tenha escolhas.
se não agora é porque não ontem. aquele dia você tava com pena.
ainda bem que posso ver claramente sua imagem se formar apartir do gelo seco e disforme.
ainda bem que nesse ponto, minha memória não falha.
não descubro nunca em que língua está escrito esse papel que te rotula. se eu soubesse, eu te garanto: eu iria até netuno procurar a tradução.
o que ocupa tua mente que é cheia mas também pode ser vazia?
você ainda tem medos? porque ultimamente, eu ando cheia deles.
o salto que sustenta meu corpo é o mesmo que pode me fazer cair.
nada é estável, meu amigo.
nem minha tristeza, nem os labirintos.
tudo nessa vidinha besta, meu Deus, muda.
tudo muda e todo mundo acaba mudo.
quando o medo for agudo ninguem vai conseguir gritar.
mas por enquanto as desigualdades do mundo estão em equilíbrio.
não seria o caos um jeito de por tudo em ordem? pois foi o que me disseram.
vai estar tudo bem enquanto eu tiver guardado os farelos de afeto, pedaços de risos, aquele sentimento bom que vinha e ia.
mas eu ainda lembro.


-tomara que eu não os perca por aí quando estiver fugindo de qualquer coisa.


terça-feira, 12 de junho de 2007

injustiça

devia ser terminantemente proibido desejarem feliz dia dos namorados pra os sem-namorados
;x

é, é isso que eu tenho pra dizer por hoje
poxa,meu; nenhum chocolatezinho? nenhuma frôzinha? unfiin ;~

domingo, 10 de junho de 2007

ps

eu só queria poder ser mais forte pra poder fazer mais pra amenizar, mesmo que insignificantemente, a angústia no coração de alguns, a impressão que nunca se concretiza de felicidade no coração de outros.
preciso me resolver urgente.
preciso fazer algo de bom da minha vida.
lutar por algo que vale à pena. e a cruz custou muito. custa muito viver com ela.
deve valer a pena.
mas com certeza esse é o segredo mais maravilhoso que eu poderia contar.
isso que eu quero pra minha vida todo primeiro dia do resto da minha vida ;D

ninguem quer saber

é diferente agora.
por mais que a gente grite ou cale, por mais que a gente chore ou implore, vamos sempre ser considerados fanáticos, ou loucos, ou mentirosos.
sempre alguém vai nos contestar, vai nos acusar, perseguir, zombar.
a superstição que havia no passado é do mesmo tamanho da indiferença de hoje: dois obstáculos imensos.
um, é o medo. o outro... ah, já esse tem mil e uma explicações; dias atarefados, bombardeamento de informações a cada segundo, tanta ficção, tanta fantasia, tantas maneiras de se dopar e fechar os olhos pra isso tudo.

a Terra é redonda? já estava escrito que Deus estava assentado sobre o globo (redondeza).
quase meio milhão de brasileiros com câncer todos os anos no Brasil? estava escrito que haveriam epidemias e peste, fome, desastres naturais, a miséria do homem retratada em cada esquina.
não acredita nas dezenas de profecias e discursos entediantes e sensacionalistas? está escrito que seriam poucos aqueles que acreditariam.

então eles dizem que é loucura e buscam embasamento científico, preferem inventar caminhos mais fáceis, atalhos, explicações convicentes.
tudo está tão mastigado, tão enfatizado que ninguém dá crédito nem valor à nossa pregação.
é fácil dizer que está tudo muito sob controle desse jeito mesmo. que não precisam de nada, que não existe nenhum 'vazio'. é fácil quando você olha pro lado e não vê ninguém apavorado, nem agonizando. mas cada um é que sabe dos seus pesadelos, suas dúvidas, suas incertezas.
é o travesseiro que testemunha os prantos, os desvaneios, as desesperanças, os por quês da vida, a incessante falta de respostas.

eu é quem não quero verter uma lágrima que medo quando ouvir falar em fim do mundo.
não queria que ninguém se emocionasse, que ninguém se descontrolasse.
queria todos calmos e muito tranquilos por saber que tudo está realmente sobre controle quando se têm no centro da vida uma mensagem que faz muito tempo que não muda.
já devem ter ouvido falar de cruz.
então, toma-a e segue-O.
se o ser humano fosse menos orgulhoso, se não ouvesse o mal no mundo, se não nos acostumássemos com tudo que nos apresentam... talvez seria mais fácil de acreditar.
se enxergassem.
ah, se enxergassem...
mas cada um com sua história, sua sina, seu trauma, seu drama.

eu continuo com medo, mas agora eu não quero chorar.
só acreditar no que aquele bando de loucos me dizem, e vão sempre dizer e repetir, e repetir. aqueles que trocam suas vidas pra falar de coisas que... tem esperança de que alguém escute.

e aquele cara que achou que era brincadeira? e quando ver que a hora já chegou e não vai dar mais tempo?
a vida não passou de uma piada.
mais sem graça que aquela que ele fez um dia quando passou um rapaizinho troncho e desengonçado com um livro preto na mão.



-enquanto houver esperança, sempre vão existir dois ou três acompanhados de um livro sagrado, saindo num domingo pra salvarem suas almas. para servirem. para adorarem.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

american beauty

I had always heard your entire life flashes in front of your eyes the second time before u die.
first of all, that one second isn't a second at all. it stretches on forever, like an ocean of time.
for me, it was lying on my back at Boy Scout camp, watching falling stars; and yellow leaves from the maple trees lined our street; or my grandmother's hands and the way her skin seemed like paper; and the first time I saw my cousin Tony's brand new Firebird.
And Janie, And Janie. And Carolyn.
I guess I could be pretty pissed off about what happened to me, but it's hard to stay mad when there's so much beauty in the world.
sometimes, I feel like I'm seeing it all at once and it's too much.
my heart fills up like a balloon that's about to burst.
and then I remember to relax and stop trying to hold on to it. and then it flows through me like rain, and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life.

u have no idea what I'm talking about, I'm sure.
but don't worry, u will someday.



-texto do filme "american beauty" depois que lester burham morre assassinado.


;~

shopgirl

"some nights alone, he thinks of her
and some nights alone, she thinks of him.
some nights theses thoughts occur at the same moment and HE and SHE are connected without ever knowing it."

;do filme "ShopGirl"

o filme é ruim mas essa narração é legal.



-do u think of me yet?
[...]

quarta-feira, 6 de junho de 2007

oculos

ainda me assusto ao ver a realidade tão nítida por conta deles
e eu começo a pensar que é melhor ver através de uma pelicula invisivel que torna tudo embassado, irregular, irreconhecivel, disforme. mas é andar sem eles e minha cabeça dói.
é melhor ignorar as fórmulas químicas do quadro, ignorar a espinha na cara do outro, os defeitos no espelho, a exatidão.
pra quê ver tudo claro e em perfeita harmonia se essa harmonia é feita de cascas podres prestes a cair? - e isso ninguém quer ver.
não está claro o caos no mundo, as injustiças arquivadas, a consolação não encontrada?
não existe perfeita harmonia entre o mendigo sentado na porta da casa do cara milionário e isso não o impedir de dormir tranquilo?
nanição em de cidades que ninguém nunca ouviu falar o nome, mas do mundo das celebridades você sabe tudo.
sabe tudo do que não diz respeito a seu mundo. porque acha que sabe de mais sobre a vidinha miserável do seu vizinho e é cômodo ir assistir a novela que começa depois da outra novela e depois assistir aquela, e fica nessa.
é cômodo ignorar o menininhu.
os olhos estão acostumados a ver as coisas sujas; o olfato já não se incomoda com a podridão que ronda sua casa; o ouvido já não escuta os gritos doídos que perdem a força, que fazem feridas na garganta e no fim fica só um zumbido de mosquito: é fácil como matar o inseto acabar com tudo que incomoda.
incomoda não estar bem consigo mesmo.
incomoda não ter farinha no armário, acabou a pasta de dente. e agora?
incomoda.
então você reclama, resmunga, murmura e amaldiçoa todo mundo que vier falar qu eexiste gente pior que você.
mas a vida é assim, ser feliz é saber que a vida não é perfeita e saber lidar com isso.
melhorar a vida do outro de qualquer jeito que seja.
melhorar, melhora.
porque nós, humanos, não fomos destinados à perfeição. só à servidão.
servir o semelhante, e fazer o que der pra fazer. o que for certo, o que for de coração.

quanto aos óculos...
pelo menos mamãe pode comprar um;#

_________________________________________________________________

postei o velho texto que tava mofando aqui nos rascunhos,
;*

quinta-feira, 31 de maio de 2007

detalhe:

o blog devia chamar: "descomplique você porquê eu complico mais ainda"
coisa mais feia do mundo propor uma coisa que não se pode cumprir...

mas eu continuo tentando, tentando, tentando...

-e não quero nunca parar; não se pode parar. ;@@


o que você tá esperando?

tô esperando aquela onda de energia positiva não eletrolitica que me prometeram que iria passar por aqui.
disseram que era pra eu ficar na varanda: 'faça tempestade, faça ilhas de calor',
mas pena que eu nem tenho nenhuma varanda, nem cadeira de balanço e o clima por aqui está muito acomodado. parece não querer incomodar, mas o que eu preciso é de algo que incomode.
pior coisa já aconteceu: acostumar com esse mal de coração, falar de coração, palavra mais breguice essa: "coração" ;x
então, não posso começar a escrever em um blog chamado 'descomplique' minhas coisas complicadas.
tentando resolver pendências de velharias.
tento fazer delas simples memórias póstumas.
só que primeiro, elas tem que morrer.


;~

sábado, 12 de maio de 2007

inauguração

-da solidão já tive medo,
tenho calma limpo a alma e aprendo a viver

o que eu não quero eu jogo fóra, eu esqueço, eu me alimento.
alimento pra minha alma, beleza pro espiríto, marcas no coração.

apresentando esse blog pra vocês,
minha reconstrução, minha vontade de descompliocar, de ver tudo claro e limpo, e lindo.

quero que tudo seja lindo,
mas o nome não mudaria o aroma desse meu jardim de sentimentos.
mas vai valer a pena: toda mudança vale, coisas novas são sempre bem vindas. coisas novas boas, mais ainda.